sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Angela: compor em ar.

Como se tecido em ar,
áureo teu nome brilha em voz.
Distante,
mais que distante
teu nome perdido
em meus cabelos.

E digo nome
para não dizer a fruta que o envolve,
das doçuras que se faz na boca
ao dizê-lo: mineral, azougue em tempos,
é um dia de dizê-lo azul.

II
E dizê-la
a mulher, invólucro da carne: não a música
tingida no ar
mas o tocar - além de câmaras
além
dos toques
que de compor o ar
abre-o na flor da pele,
destilando o pólen dos dias.

1 comentários:

Angela disse...

My dearest and sweet poet :)